E tudo o que eu queria era colo

Eu sinto falta de abraços, sabe? Sinto falta daquele contato quente – pele mesmo, vinda de um abraço – com outras pessoas. Aquele abraço de saudade, de bem querer, aquele que nos acalenta, como se fôssemos crianças chorosas buscando o colinho gostoso da mãe. Sempre me peguei pensando, o que seria da sociedade se houvesse mais carinho nela. Se as pessoas se deixassem abraçar com mais frequência, se não temessem o primeiro toque de alguém.

Claro, devemos temer por nossa segurança, por nossa integridade física, pois ainda tem muita gente sacana por aí. Mas falta carinho até entre os membros da família. Mães, pais, filhos, irmãos, eles não se tocam, como se o corpo do outro estivesse inacessível, ou como se ela mesma não precisasse daquele contato que o outro ser humano pode providenciar. Não podemos nos fazer de forte o tempo todo. Continuar lendo

Anúncios

Todo mundo já machucou alguém

Todo mundo, bom, mau ou indiferente, por alguma razão, já machucou outra pessoa. De propósito ou não, a gente acaba machucando as pessoas, sendo machucado, fica em crise e depois se arrepende. Ou não também. Já machuquei pessoas de propósito e não me orgulho disso, mesmo que na hora tenha valido à pena o sentimento de sangue “nozóio”.

Com o tempo eu percebi que de nada adianta ceder a estes impulsos sadomasoquistas e detonar uma pessoa apenas porque eu podia fazer aquilo. Ninguém era obrigado a aguentar minhas crises e tampouco ficar quieta enquanto eu a massacrava. Ninguém tinha nada a ver com o meu mau humor e com o tempo eu fui percebendo que este tipo de comportamento só prejudicava a mim mesma.

Continuar lendo