Obrigada 2013, por acabar

Enfim, 2013 está acabando. Aconteceu tanta coisa neste ano… Coisas boas, coisas ruins, coisas horríveis. Fico feliz por ter tido sucesso em algumas coisas, mas em outras… Especialmente quando aquela pessoa que amamos mostra uma face que você desconhecia e você percebe que está refém de um sentimento que antes era necessário para continuar vivendo.

Eu nunca fui aquela mulher por quem as cabeças viram. Mas tive minha cota de abusos, assédios e isso me fez ter o pé atrás quando o assunto são relacionamentos. Mais tive decepções do que sucessos e por muito tempo não quis ninguém ao meu lado. Sentia falta de carinho, de beijo, de sexo, de ter alguém com quem conversar, de ter companhia num cinema, mas seguia minha vida estéril sem reclamar muito. Continuar lendo

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Como me tornei feminista?

Engraçado pensar nisso. Estive me lembrando de onde vem minha aura feminista, se podemos dizer assim, de como me tornei feminista, de como foi esse processo. Garanto que não foi fácil. Você admitir que é uma feminista é como fazer uma confissão, sabendo que você está se livrando de séculos de chorume machista, mas que você será encarada sempre como a chata, que vê machismo em tudo, que quer cortar o barato dos outros.

Mas então… Voltando ao assunto. Comecei a me interessar por bruxaria quando adolescente. Uma amiga e eu compramos livros da Márcia Frazão, onde ela falava de como as religiões patriarcais condenaram milhares de mulheres à fogueira e à obscuridade e em como o universo em equilíbrio do feminino e do masculino foi partido com o advento das religiões, em especial as monoteístas, que possuem seu polo de culto em uma figura de um deus masculino e punitivo. Um deus que poda a livre expressão dos homens para ser cultuado por meio do medo e da opressão feminina.  Continuar lendo