Obrigada 2013, por acabar

Enfim, 2013 está acabando. Aconteceu tanta coisa neste ano… Coisas boas, coisas ruins, coisas horríveis. Fico feliz por ter tido sucesso em algumas coisas, mas em outras… Especialmente quando aquela pessoa que amamos mostra uma face que você desconhecia e você percebe que está refém de um sentimento que antes era necessário para continuar vivendo.

Eu nunca fui aquela mulher por quem as cabeças viram. Mas tive minha cota de abusos, assédios e isso me fez ter o pé atrás quando o assunto são relacionamentos. Mais tive decepções do que sucessos e por muito tempo não quis ninguém ao meu lado. Sentia falta de carinho, de beijo, de sexo, de ter alguém com quem conversar, de ter companhia num cinema, mas seguia minha vida estéril sem reclamar muito.

E aí aquela pessoa aparece. Resolve quebrar sua resistência, consegue quebrar suas barreiras. Achou aquela brecha no seu muro e quando você percebe, está exposta completamente. Sente-se segura para se doar, para se dar a esta pessoa, entregar tudo de bom que você tem e sente que com esta pessoa você poderá viver momentos maravilhosos. E vive. Os momentos com ele foram ótimos mesmo. Mas foram poucos.

Relacionamentos a distância geram sempre um estresse. Não estamos do lado de quem amamos, discussões são recorrentes, e se a gente briga, não pode se abraçar e se perdoar. Mas eu fazia o meu melhor. Errei muito e ele me ensinou muito. Com medo de perder alguém tão especial, eu agia exatamente ao contrário: na primeira briga, bradava que tudo estava terminado, que não queria mais nada, e ele pacientemente me pegava pela mão, conversava, mostrava que, independente disso, estávamos juntos.

Mas existem momentos na vida em que você precisa de segurança. Sei que como feminista eu deveria dizer “é, amiga, você tem que ser segura de si, ser dona da sua vida e não depender de ninguém”. É muito fácil e simplista dizer isso. Ele era aquela pessoa em quem eu depositava uma confiança imensa e com quem fiz planos. Fizemos planos. Muitos, vários.

E tudo foi por água abaixo. Com as indecisões dele, nossos planos viravam farinha a cada semana. É muito difícil lidar com alguém que muda de ideia a cada 5 minutos e com isso arrasa seus sentimentos. Toda semana era uma seção de destruição. Toda semana eu tinha mita cota de estresse até que chegou um momento em que eu dei um fim. Ele não aceitou muito bem. Nem eu. Ficamos ainda nos falando, mas depois a coisa ficou de tal modo insuportável que hoje não nos falamos mais. Parece até que nos odiamos. O sentimento não poderia ser mais oposto do que já é…

Sinto como se eu tivesse que conviver com o fracasso emocional para o resto da vida. 2013 foi caprichado na maldade e quero que termine o mais cedo possível.

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