Eu te disse adeus

Enfim, eu te disse adeus. Enfim, eu me desgarrei de você. Você era um mau hábito, você me prendia à uma corrente a qual eu achava que não poderia mais me soltar. Eu não podia ser eu, tinha que ser como você queria que eu fosse, como você queria que eu reagisse aos seus mandos e desmandos. Me libertei da sua ditadura fantasiada de “amor”.

Eu não lhe quero mal. Só quero que você viva e depois perceba a quantidade de merdas que fez. Eu não sou perfeita, sei que não sou, mas era muito difícil lidar com você. Eu realmente cansei com seu último piti, cansei com suas constantes inconstâncias. Você me disse que queria voltar no futuro, quando estivesse “pronto”. Mas adivinha? Você nunca estará pronto. Nunca. Isso não existe, “estar pronto”.

Você me deu alguns dos momentos mais felizes que eu tive na vida. Infelizmente, não posso lembrar deles hoje sem chorar ou sem doer. Talvez no futuro, quando você não significar mais nada, eu possa pensar direito nisso e em você. É estranho pensar que alguém que, um dia, significou tudo, hoje esteja perto do zero. Aquela pessoa que um dia dava cor à sua vida, jogou tinta preta e apagou tudo por cima por mero capricho.

É isso, você fez tudo isso por capricho. Você veio com o papo de amor, me convenceu – algo difícil – entrou na minha vida, dormiu comigo, nos divertimos, nos completávamos. E no final, você demonstrou que tudo isso era errado, ou uma mentira, ou que não era para pensar nisso, pois afinal VOCÊ não estava pronto. Mas você nunca pensou em mim, não é mesmo? Sempre eram seus sentimentos os machucados, os confusos, os problemáticos. Os meus valiam nada para você.

Eu acreditei em você. Tenho pena da próxima trouxa que você transformar no seu cachorrinho. Eu, felizmente, rompi minha coleira. Em mim, você não manda mais e espero nunca mais na minha vida ouvir sua voz, ver sua cara, sentir sua presença. Finalmente, te disse adeus. E não doeu tanto quanto achei que doeria.

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