Não, eu não quero poliamor

Hoje em dia poliamor, poliamorismo, tá bem na moda. Sim, devemos questionar instituições ultrapassadas e que trazem problemas e sofrimentos, devem rever privilégios e posicionamentos, devemos olhar o mundo e ver que nossos gostos e nossas formas de vida não são sempre a mais correta. Devemos sim questionar muita coisa. Continuar lendo

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Ex-amigos

Eu não tenho muitos amigos. Amigas então, pior ainda. Por essa razão não tenho também muitos ex-amigos, mas tem um caso em particular que merece menção. Assim como temos ex-namorados, ex-sogras, ex-chefe, acho que devemos ter o direito de ex-amigos. Ninguém é obrigado a ter que conviver com alguém que te magoa e te faz de trouxa.

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Instinto materno não existe

Taí outra frase que sempre que é proferida gera olhares de indignação da parte das pessoas. Como assim instinto materno não existe?? Como que alguém, em sã consciência, pode alegar que o instinto de uma mãe para cuidar de sua prole não existe?? Que tipo de feminazi abortista sem coração são essas feministas ocultistas que querem derrubar o princípio mais fundamental da raça humana? Continuar lendo

Geração de prematuros

Recentemente, saíram os dados da pesquisa Nascer no Brasil, divulgada pela Fiocruz e pelo Ministério da Saúde, a maior já feita no Brasil. Foram 23894 mil mulheres atendidas em maternidades públicas, privadas ou conveniadas ao SUS. Eles foram coletados em 266 hospitais, em 191 municípios entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012. Não surpreende ver que as cesarianas ganham disparado do parto normal. Quase um milhão de mulheres são submetidas às cesarianas sem indicação médica. Ela foi realizada em 52% dos nascimentos, sendo que nos hospitais privados o índice é assustador: 88% dos partos são cirúrgicos. A indicação da Organização Mundial da Saúde é de apenas 15% de cesarianas. Na Holanda, o índice de partos assim é só 10%.

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Obrigada 2013, por acabar

Enfim, 2013 está acabando. Aconteceu tanta coisa neste ano… Coisas boas, coisas ruins, coisas horríveis. Fico feliz por ter tido sucesso em algumas coisas, mas em outras… Especialmente quando aquela pessoa que amamos mostra uma face que você desconhecia e você percebe que está refém de um sentimento que antes era necessário para continuar vivendo.

Eu nunca fui aquela mulher por quem as cabeças viram. Mas tive minha cota de abusos, assédios e isso me fez ter o pé atrás quando o assunto são relacionamentos. Mais tive decepções do que sucessos e por muito tempo não quis ninguém ao meu lado. Sentia falta de carinho, de beijo, de sexo, de ter alguém com quem conversar, de ter companhia num cinema, mas seguia minha vida estéril sem reclamar muito. Continuar lendo

E tudo o que eu queria era colo

Eu sinto falta de abraços, sabe? Sinto falta daquele contato quente – pele mesmo, vinda de um abraço – com outras pessoas. Aquele abraço de saudade, de bem querer, aquele que nos acalenta, como se fôssemos crianças chorosas buscando o colinho gostoso da mãe. Sempre me peguei pensando, o que seria da sociedade se houvesse mais carinho nela. Se as pessoas se deixassem abraçar com mais frequência, se não temessem o primeiro toque de alguém.

Claro, devemos temer por nossa segurança, por nossa integridade física, pois ainda tem muita gente sacana por aí. Mas falta carinho até entre os membros da família. Mães, pais, filhos, irmãos, eles não se tocam, como se o corpo do outro estivesse inacessível, ou como se ela mesma não precisasse daquele contato que o outro ser humano pode providenciar. Não podemos nos fazer de forte o tempo todo. Continuar lendo